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Landing page que converte: a anatomia de uma página de campanha

Uma página, um objetivo. Os blocos que fazem diferença, a ordem certa deles e os erros que derrubam a conversão de campanhas pagas.

A Administrador 3 min de leitura
Landing page que converte: a anatomia de uma página de campanha

Landing page é o oposto de um site. Site apresenta a empresa inteira e deixa o visitante escolher para onde ir. Landing page tem um objetivo só e todo o resto foi removido de propósito. Quando alguém clica em um anúncio, essa diferença é o que separa lead de dinheiro jogado fora.

A regra que sustenta tudo: continuidade

A página precisa entregar exatamente o que o anúncio prometeu, com as mesmas palavras. Anúncio sobre "apartamento na planta em Moema" que leva para a home da imobiliária desperdiça o clique que você acabou de pagar. Uma campanha, uma página.

Os blocos, na ordem

1. Título com a promessa

O visitante decide em segundos se continua. O título tem que dizer o que é e para quem, sem metáfora. "Apartamentos de 2 e 3 dormitórios em Moema, a partir de R$ 890 mil" comunica; "Realize o sonho da sua vida" não comunica nada.

2. Uma imagem que mostra o produto

Foto real do imóvel, do produto ou da equipe. Banco de imagens genérico com pessoas sorrindo em escritório imaculado não convence mais ninguém.

3. O formulário acima da dobra

Em campanha paga, o formulário aparece já na primeira tela — no desktop, ao lado do título. No celular, um botão fixo que rola até ele. Nunca faça o visitante procurar como entrar em contato.

4. Três a cinco benefícios concretos

Não são características, são benefícios. "Integração com o seu CRM" é característica. "Seus imóveis atualizados sem ninguém cadastrar duas vezes" é benefício. Escreva do lado de lá do balcão.

5. Prova social

Depoimento com nome e empresa, logos de clientes, número de projetos, avaliação. Prova social genérica ("os melhores do mercado") não conta como prova.

6. Quebra de objeção

Liste as três dúvidas que sempre aparecem na conversa comercial e responda ali mesmo. Preço, prazo e "e se não der certo?" costumam ser as três.

7. Chamada final

Repita o formulário ou o botão no fim da página. Quem leu tudo já se decidiu — não obrigue a pessoa a rolar de volta.

O formulário: quanto menor, melhor

Cada campo derruba a taxa de preenchimento. Nome, telefone e e-mail resolvem quase tudo. Se o time comercial insiste em mais informação, negocie: qualificar por telefone é mais barato do que perder o contato antes do primeiro "olá".

Erros que derrubam campanha

  • Menu completo no topo: cada link é uma rota de fuga. Em landing page, o logo não precisa nem ser clicável.
  • Página lenta: em mídia paga, cada segundo é orçamento evaporando.
  • Formulário sem confirmação: o visitante envia e não vê nada acontecer. Ele reenvia, desiste ou liga irritado.
  • Sem rastreamento de origem: sem UTM registrado no lead, você nunca saberá qual anúncio pagou.
  • Texto longo demais no celular: escreva para quem lê em pé, com uma mão.

Meça o que interessa

Taxa de conversão da página, custo por lead e — principalmente — quantos desses leads viraram negócio. Página com conversão alta e lead ruim é armadilha: normalmente significa promessa exagerada no anúncio.

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