Redesign sem perder SEO: o passo a passo dos redirecionamentos
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Ler artigoUm em cada quatro brasileiros tem alguma deficiência. Acessibilidade é obrigação legal, ganho de SEO e, principalmente, mais gente conseguindo comprar de você.
Acessibilidade digital é fazer com que o site funcione para quem enxerga pouco, não enxerga, não ouve, tem dificuldade motora ou simplesmente está com o braço quebrado. Não é um recurso extra: é a diferença entre alguém conseguir ou não conseguir comprar de você.
Segundo o IBGE, milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. Some a isso o envelhecimento da população — visão cansada e pouca firmeza no toque são realidade de qualquer pessoa a partir de certa idade. Site inacessível recorta silenciosamente uma fatia enorme do seu mercado.
A Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015) determina que sites de empresas prestadoras de serviço sejam acessíveis. A referência técnica é o WCAG, adotado internacionalmente, e o eMAG no setor público. O nível AA do WCAG é o alvo prático da maioria dos projetos privados.
Texto cinza-claro sobre branco é bonito no Figma e ilegível no celular sob o sol. O mínimo do WCAG AA é 4,5:1 para texto normal. Existem verificadores gratuitos — leva minutos conferir a paleta inteira.
Descreva o que a imagem comunica. "Fachada do edifício com jardim frontal" ajuda; "imagem1.jpg" não ajuda ninguém. Imagem puramente decorativa deve ter alt vazio, para o leitor de tela ignorá-la.
Percorra o site inteiro usando só Tab e Enter. Consegue chegar ao menu, abrir o submenu, preencher o formulário e enviar? O foco fica visível em cada parada? Se a resposta for não, quem depende de teclado está travado.
Placeholder não é rótulo: some quando a pessoa digita e some para o leitor de tela. Todo campo precisa de um
<label> associado, e o erro precisa dizer o que corrigir, não só pintar a borda de vermelho.
Um <h1> por página, seguido de h2 e h3 em ordem. Quem usa leitor de tela navega saltando entre
títulos — hierarquia bagunçada é como um índice fora de ordem.
Use <button> para botão e <a> para link. Div com clique não recebe foco, não
responde ao Enter e não é anunciada como elemento interativo.
Legenda serve para quem não ouve e para a maioria silenciosa que assiste vídeo sem som no transporte público.
Sistemas operacionais têm a preferência "reduzir movimento". Animações grandes podem causar desconforto real em pessoas com distúrbios vestibulares — honrar essa configuração custa duas linhas de CSS.
Texto alternativo, hierarquia de títulos, HTML semântico e bom contraste são exatamente o que o Google usa para entender e avaliar uma página. Não é coincidência: os dois lados querem a mesma coisa — conteúdo compreensível.
Rode o Lighthouse na aba de acessibilidade, corrija contraste e textos alternativos, e teste a navegação por teclado. Esses três passos resolvem a maior parte dos problemas na maioria dos sites — e nenhum deles exige refazer o projeto.
Nos nossos projetos, acessibilidade entra desde o protótipo. Fale com a gente.
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