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E-mail no domínio da empresa: como configurar e parar de cair em spam

Criar contato@suaempresa.com.br é a parte fácil. A parte que decide se a mensagem chega são quatro registros de DNS que quase ninguém configura.

E Equipe SA Corp 6 min de leitura
E-mail no domínio da empresa: como configurar e parar de cair em spam

Ter contato@suaempresa.com.br em vez de um endereço genérico é o mínimo de credibilidade comercial. Configurar isso leva uma tarde. Fazer com que as mensagens realmente cheguem à caixa de entrada de quem você quer alcançar é outro assunto - e é onde quase todo mundo tropeça.

Primeiro: e-mail e site são coisas separadas

É a confusão mais comum. O domínio é um só, mas ele pode apontar o site para um servidor e o e-mail para outro, de outra empresa, sem nenhum problema. Quem faz esse desvio é o DNS.

Essa separação é uma vantagem, não uma complicação: você troca de hospedagem sem mexer no e-mail, e troca de provedor de e-mail sem tirar o site do ar. Se você ainda não tem o domínio no CNPJ da empresa, comece por domínio, hospedagem e e-mail profissional.

Onde hospedar a caixa

  • E-mail da hospedagem - vem incluso, custo zero aparente. Serve para uma caixa de contato de baixo volume. A entregabilidade é o ponto fraco: você divide reputação com todos os vizinhos do servidor.
  • Google Workspace ou Microsoft 365 - cobrados por caixa, por mês. Entregabilidade excelente, busca boa, calendário e arquivos junto. É o padrão para quem depende de e-mail para vender.
  • Serviços intermediários - opções mais baratas por caixa, com recursos menores. Atendem bem equipes pequenas que só querem e-mail.

O critério não é preço, é dependência: se uma proposta perdida por cair em spam custa mais que um ano de assinatura, a conta já está feita.

Os quatro registros que fazem o e-mail funcionar

Todos são linhas no DNS do seu domínio. Sem eles configurados, provedor nenhum entrega bem.

  1. MX - diz para o mundo qual servidor recebe o e-mail do seu domínio. Sem MX correto, você simplesmente não recebe.
  2. SPF - a lista de quem tem permissão para enviar em nome do seu domínio. Um registro só, com todos os remetentes: provedor de e-mail, ferramenta de disparo e o próprio site.
  3. DKIM - a assinatura digital que prova que a mensagem não foi adulterada no caminho. O provedor gera a chave; você publica no DNS.
  4. DMARC - diz ao servidor de destino o que fazer quando SPF e DKIM falham: ignorar, mandar para spam ou rejeitar. Também é ele que manda relatórios de quem está tentando se passar por você.

Comece o DMARC em modo de observação (p=none), leia os relatórios por algumas semanas e só então endureça a política. Subir direto para rejeição costuma derrubar algum envio legítimo que você esqueceu que existia - o sistema do contador, a ferramenta de assinatura eletrônica, a newsletter.

Por que sua mensagem cai em spam

Em ordem de frequência, do que mais vemos:

  • SPF ou DKIM ausentes, incompletos ou duplicados (dois registros SPF invalidam os dois).
  • Envio a partir do site com um endereço do domínio, mas por um servidor que não está no SPF.
  • Domínio novo disparando volume alto logo de cara, sem reputação construída.
  • IP compartilhado em hospedagem barata, sujo por causa de vizinho.
  • Conteúdo que parece disparo: só uma imagem grande, link encurtado, assunto em caixa alta.
  • Lista comprada. Não há configuração que salve isso - e ainda é problema de LGPD.

Caixa, alias ou grupo: o que você paga de fato

Você paga por caixa. Endereços adicionais que só redirecionam para uma caixa existente - o clássico financeiro@, comercial@, rh@ - são alias, e não custam nada nos provedores sérios. Grupos são endereços que entregam a mesma mensagem para várias pessoas, com histórico compartilhado.

Uma imobiliária de dez corretores raramente precisa de dez caixas pagas no primeiro momento: precisa das caixas de quem troca e-mail com cliente e alias para o resto. Revise isso uma vez por ano - assinatura de e-mail de funcionário que saiu é despesa fixa que ninguém audita.

Trocar de hospedagem sem derrubar o e-mail

Roteiro que evita o susto:

  1. Anote os registros MX atuais antes de qualquer mudança.
  2. Reduza o TTL do DNS para 300 segundos um dia antes - assim a propagação é rápida se algo der errado.
  3. Mude o site para o servidor novo mantendo os MX apontando para onde sempre estiveram.
  4. Confirme por 24 horas que o e-mail continua entrando e saindo.
  5. Só então normalize o TTL.

O erro clássico é aceitar o "importar zona DNS automaticamente" oferecido pelo provedor novo: ele reescreve os MX para o servidor dele, onde não existe nenhuma caixa sua. O e-mail para de chegar e ninguém percebe na hora - as mensagens simplesmente não vêm.

O e-mail que o site envia também precisa disso

Formulário de contato, aviso de novo lead, recuperação de senha da área do cliente: tudo isso é e-mail saindo em nome do seu domínio. Se o site dispara direto do servidor, sem autenticação, essas mensagens são as primeiras a virar spam - e é por isso que tanta empresa jura que "o formulário não funciona".

A configuração correta é o site enviar por um serviço autenticado (o próprio provedor de e-mail ou um serviço de envio transacional), com o remetente dentro do SPF e assinado por DKIM. E, de preferência, com o lead também gravado no banco do site - assim, se o e-mail falhar, o contato não se perde.

Checklist de cinco minutos

  1. Envie um e-mail seu para uma conta Gmail e outra Outlook. Chegou na entrada?
  2. Abra "mostrar original" no Gmail e confira: SPF pass, DKIM pass, DMARC pass.
  3. Preencha o formulário do próprio site e confirme que o aviso chegou - e de qual remetente.
  4. Liste quem mais envia em seu nome hoje: ERP, disparo de marketing, sistema de NF.
  5. Confirme que o acesso ao DNS está com a empresa, não só com o fornecedor.

Cuidamos dessa configuração nos projetos que hospedamos, inclusive do e-mail que o site dispara. Fale com a SA Corp.

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